Eu quero chutar a pelota pra fora do campo
Do jeito que fazem as roqueirinhas inglesas
Eu quero alargar os limites do meu mundo
Estou farta da ótica das janelas embaçadas
Já vi muita sujeira
Já varri a minha própria pro quintal do vizinho
Agora eu quero uma vida de verdade
Com emoções de verdade, adrenalina de verdade
Eu não agüento mais gente caçando emoções em copos de vidro
Ou achando graça na depressão
Eu quero balançar com o cabelo romeno dele
Quero falar de coisas que nunca falei
E descobrir o que tem por trás do “garoto de marketing”
E eu quero ouvir as histórias da minha mãe como se fossem novas
Vou esquecer as mentiras que as mulheres amam contar
E vou esquecer que os homens têm sempre um mesmo pensamento
Que se danem a estética e o estilo
Porque meu moleton rasgado me deixa bem mais feliz
E não venha querer descobrir o que eu tenho, nem entrar na minha onda
Porque a minha vida não é estação de metrô
E mesmo que fosse o bilhete seria muito caro pra você pagar
Quem pensa que pode entrar e sair da minha vida quando quiser
Está merecendo pelo menos uma lição
Eu já dei mole demais pro azar e não tenho mais tempo pra isso
Por favor, tente não reclamar do meu jeito de falar
E das minhas longas horas de sono também
Porque senão sobra pra você
Eu não to com raiva do mundo, não mais do que o habitual
Só estou aflita por novos tempos
Por novas paixões
E pelo desfecho de histórias antigas que se arrastam tanto
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